|
O chamado “efeito estufa” é um fenômeno importantíssimo para manutenção de uma temperatura adequada para a existência de vida na Terra. Da energia emitida pelo Sol através de seus raios, parte é refletida de volta para o espaço e parte é retida na estratosfera, camada da atmosfera próxima à superfície terrestre. Essa energia é absorvida pelos “gases estufa” presentes naturalmente nessa camada aquecendo a uma temperatura adequada para a vida na Terra.
O aquecimento global que tanto nos preocupa hoje é gerado pelo excesso de “gases estufa” presentes nesta camada que ocasionam um aquecimento além do necessário.
Os principais gases (estufa) são o dióxido de carbono (CO2) – oriundo da queima de combustíveis fósseis e biomassa, o óxido de nitrogênio (NO2) – oriundo de combustões de altas temperaturas e de fertilizantes do solo, os clorofluorcarbonos (CFC’s) – gases utilizados em refrigeração e o metano (CH4) – provém da queima de biomassa, de aterros sanitários e do trato digestivo dos rebanhos bovinos.
Conseqüências do aquecimento global
Além de fortes ondas de calor, inclusive em regiões de clima ameno, são várias e graves as conseqüências do aquecimento global, tais como:
-
Aumento do nível de oceanos e mares: com o derretimento das calotas polares, o nível dos oceanos e mares tem aumentado gradativamente futuramente ocasionando o desaparecimento de diversas cidades costeiras do mundo.
- Desaparecimento de espécies: várias espécies animais e vegetais sensíveis a variações de temperatura tendem a desaparecer com o aquecimento global, enquanto que outras formas de vida adaptadas às temperaturas tão elevadas também surgem como adaptação à nova realidade. A própria espécie humana não suportará temperaturas tão elevadas.
- Aumento de catástrofes climáticas: com o aumento da temperatura, aumenta a evaporação das águas oceânicas potencializando o aumento de tempestades, enchentes, furacões, ciclones e tufões.
- Desertificação: o desaparecimento de espécies vegetais e animais associado ao alto nível de desmatamento estimula o processo de desertificação nos biomas existentes.
Soluções?
Em fevereiro de 2005 entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, tratado internacional que propõe aos países desenvolvidos um compromisso com a redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa e consequentemente aceleram o aquecimento do nosso planeta. De acordo com o tratado, os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a emissão de poluentes em no mínimo 5,2 % até 2012, considerando os níveis de emissão de 1990. Ainda assim, há estimativas científicas que afirmam que tal redução não será suficiente para retardar o aquecimento.
E o que nós podemos fazer?
Sem dúvida, a mais eficaz das atitudes que cada indivíduo pode tomar em defesa do nosso planeta é a mobilização para que empresas e governos tomem medidas eficazes e assumam o compromisso com a sustentabilidade. Mas para que isso ocorra é necessário uma revolução individual, uma mudança de paradigmas e hábitos diários. Segue abaixo algumas sugestões de atitudes em prol da nossa permanência na nossa casa, mãe Terra:
Em casa
- Diminua o consumo de água
- Separe seu lixo
- Mantenha seus eletrodomésticos desligados da tomada
- Tenha muitas plantas em casa e até se possível uma pequena horta
- Deixe seu quintal verde, não impermeabilize todos os espaços!
No mercado
- Reduza o uso de sacolas plásticas
- Consuma produtos produzidos na sua cidade
- Dê preferência embalagens retornáveis
No trabalho
- Utilize canecas ou garrafas (daquelas que usamos nas bicicletas) para seu consumo diário de água
- Reutilize papéis
- Imprima só o necessário
- Prefira as janelas abertas ao ar condicionado
- Compartilhe caronas com seus colegas de trabalho, use transporte coletivo ou pedale!
Por Yara Farias, Natureza Humana.
ver sites
http://www.ipcc.ch/
http://www.thegreeninitiative.com/pt/cchange_pt.html
e
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=6682
|